TEORIAS DA LITERATURA UNIVESP SEMANA 2

SEMANA 2 LITERATURA



Pergunta 1

  1. Considere a seguinte afirmação de Alfredo Bosi:  “[…] o Modernismo fôra apenas uma porta aberta: o caminho já era outro, o da cultura como inteligência histórica de toda a realidade brasileira presente, isto é, aquele imenso e difícil ‘resto’, aquele denso intervalo físico e social que se estende entre os extremos do mundo indígena e do mundo colonial. […] o ponto de partida. 22 como a primeira grande mudança modernizante; 22 como o fim de uma Velha República das Letras. […] o Modernismo foi a metáfora brilhante de um certo ângulo de consciência, que escolheu formas e mitos adequados a uma zona determinada da vida da cultura brasileira”. BOSI, A. Moderno e Modernismo na Literatura brasileira. In: BOSI, A. Céu, inferno. São Paulo: Ática, 2003. p. 221-225. Após a leitura do trecho do ensaio de Alfredo Bosi, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A Semana de 22 foi um marco de divulgação do Modernismo. POIS II. O Modernismo influenciou a cultura nacional e as tendências literárias que se seguiram. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
a.As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
b.A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
c.A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d.As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
e.As asserções I e II são falsas.

Pergunta 2

  1. O desenvolvimento do modernismo na literatura brasileira foi profundamente influenciado pelo contexto histórico. Eventos significativos e movimentos culturais atuaram como catalisadores na evolução desta corrente artística. Esses elementos foram essenciais para moldar uma nova forma de expressão literária no país, rompendo com as convenções anteriores e estabelecendo uma identidade cultural única (Bosi, 2003).

    BOSI, Alfredo. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Duas Cidades/Editora, 2003.

    Diante disso, Identifique o evento histórico que  é considerado por Bosi (2003) como fundamental para o desenvolvimento do modernismo na literatura brasileira.


a.A Revolução de 1930.
b.A Semana de Arte Moderna de 1922.
c.A Proclamação da República.
d.A Guerra do Paraguai.
e.A abolição da escravatura.

Pergunta 3

  1. Bosi (2003) em seu estudo, discute a importância de várias figuras no movimento modernista brasileiro, que foi marcado por uma ruptura com as tradições passadas e pela busca de uma identidade nacional, inovando em estilo e temática.

    BOSI, Alfredo. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Duas Cidades/Editora, 2003.

    Assinale uma alternativa que apresenta o autor destacado por Bosi (2003)  como uma figura central do modernismo na literatura brasileira:


a.Machado de Assis
b.Oswald de Andrade
c.José de Alencar
d.Aluísio Azevedo
e.Gonçalves Dias

Pergunta 4

  1. Na obra “Céu, inferno”, Alfredo Bosi menciona: “Nas melhores obras desses autores já se desfez aquela mistura ideológica e datada de mitologia e tecnicismo que o Movimento de 22 começou a propor e algumas vanguardas de 60 vieram a repetir, até a virarem um esquema e norma. Mas a vida cotidiana dos vários grupos que, no seu embate, constituem a sociedade brasileira de hoje, continua encontrando modos de escrever atentos à perplexidade e à opressão que a todos envolve. Saber descobrir o sentido ora especular, ora resistente dessa literatura moderna sem modernismo é uma das tarefas prioritárias da crítica brasileira”. BOSI, A. Moderno e Modernismo na Literatura brasileira. In: BOSI, A. Céu, inferno.São Paulo: Ática, 2003. p. 220. Com base no exposto, analise as afirmativas a seguir sobre o significado de uma “literatura moderna sem modernismo” e identifique se elas são (V) Verdadeiras ou (F) falsas. I. ( ) Os autores Clarice Lispector, Dalton Trevisan, Rubem Fonseca, Moacyr Scliar, Ferreira Gullar e Augusto Boal conservaram as características ostensivas de 22 relativas a críticas, à autoanálise e à linguagem trabalhada. II. (  ) Embora o Modernismo enquanto nome de um período literário tenha chegado ao fim, muitos escritores continuam escrevendo de modo “moderno”, ou seja, influenciados pelas ideias de 22. III. (  ) Grandes autores, como Guimarães Rosa, Osmar Lins, João Cabral de Melo Neto, Dias Gomes e Ariano Suassuna, não conservaram as características de 22 e deixaram de resistir à pressão conjugada da massificação e do autoritarismo interno. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
a.V, V, F.
b.F, F, V.
c.V, F, V.
d.V, F, F.
e.F, V, V.

2 TENTIVA

Pergunta 1

  1. Dentre os objetivos do Modernismo, está o reconhecimento da identidade do povo brasileiro, considerando os indígenas como parte da cultura nacional. Considerando o cenário histórico que culminou na produção dessas obras marcantes, compare o trecho de uma das cartas de Padre José de Anchieta, em que ele descreve os maus tratos dos colonizadores portugueses para com os nativos, com um poema de Oswald intitulado “Erro de português”. Texto 1  Fragmento da Carta de Padre José de Anchieta (1554-94): “O que mais espanta aos índios e os faz fugir dos Portugueses, e por consequência das igrejas, são as tiranias que com eles usam obrigando-os a servir toda a sua vida como escravos, apartando mulheres de maridos, pais de filhos, ferrando-os, vendendo-os, etc, e se algum, usando de sua liberdade, se vai para as igrejas de seus parentes que são cristãos, não o consentem lá estar” […]. ANCHIETA, P. J. de. Cartas inéditas. Edição comemorativa do 4º centenário. São Paulo: Casa Eclética, 1900. p. 100. Texto 2  “Erro de português”, poema de Oswald de Andrade, “Primeiro caderno do aluno de poesia”, 1927: “Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português”.  ANDRADE, O.Obras completas. 7. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971. p. 15. Com base na leitura e comparação entre os textos, assinale a alternativa correta.
a.Ambos os textos consideram que, aos indígenas, foi apresentada uma cultura melhor do que aquela na qual viviam.
b.Os dois textos apresentam visões diferentes sobre o processo de aculturação que os indígenas sofreram pelos portugueses.
c.O Texto 2 mostra que o português ajudou os índios, vestindo-os, já que eles não tinham nenhuma roupa e viviam nus.
d.O Texto 1 considera que os portugueses trataram os índios da forma como eles mereciam, por serem primitivos e sem cultura.
e.Ambos os textos criticam o processo de aculturação dos indígenas e o modo como foram tratados durante a colonização.

Pergunta 3

  1. A clássica “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, foi um poema lido e relido diversas vezes por poetas de diferentes períodos literários, os quais construíram novos sentidos. O poeta mineiro Murilo Mendes, atuante na Segunda Geração do Modernismo, por exemplo, também escreveu a sua canção do exílio, confira a seguir um fragmento.

    “Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade!”. MENDES, M. Poemas (1930). In: MENDES, M. Antologia poética. São Paulo: Cosac Naify, 2014. p. 24. Considerando o poema apresentado, assinale a alternativa que corresponde à proposta do poeta Murilo Mendes.
a.Manifestar desagrado com o país, conforme percebe-se no verso “A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos”.
b.Abordar o tópico do exílio sob o ponto de vista de uma cultura exilada ou alienada de si mesma, sem identidade e mercantilizada.
c.Manifestar admiração pela cultura estrangeira, pois cita Califórnia, Veneza e Gioconda como elementos importantes para o Brasil.
d.Abordar o ufanismo às avessas, porque não é possível amar um país em que as carambolas custam “cem mil réis a dúzia”.
e.Defender a cultura brasileira mesclada com a cultura estrangeira, uma vez que a riqueza está na variedade entre os povos.

Pergunta 4

  1. O “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, de Oswald de Andrade, é um marco no contexto do Modernismo brasileiro da primeira metade do século XX.  Leia, a seguir, um trecho desse manifesto. “A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça Pau-Brasil. […] O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho. […] A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos”.  ANDRADE, O. Manifesto da Poesia Pau-Brasil. In: ANDRADE, O. Manifesto antropófago. 2. ed. São Paulo: Civilização Brasileira, 1978. p. 59-61.  De acordo com o exposto, pode-se afirmar que o trecho representa:
a.a importância de serem criadas novas formas para se escrever poesia, voltadas ao texto erudito e correto, sem arcaísmos.
b.a importância da erudição dos doutores e da língua culta para aprimorar a cultura nacional aos moldes europeus.
c.a importância da língua sem arcaísmos, sem erudição, mas seguindo os moldes da cultura europeia como padrão correto.
d.uma crítica à aculturação europeia e uma invocação de que se tome posição diante da valorização do fazer poético nacional.
e.uma crítica de que a verdadeira poesia não está em qualquer lugar, ela precisa ser pensada com erudição e sem arcaísmos.

3 TENATIVA

Pergunta 2

  1. Os modernistas fizeram uma revisão crítica do passado cultural e literário brasileiro e o “Manifesto antropófago”, de Oswald de Andrade, foi um dos textos que definiu esse movimento.  Com base nas informações apresentadas, identifique se são (V) Verdadeiras ou (F) falsas as afirmativas a seguir. I. ( ) O Movimento Antropofágico defendia que os artistas brasileiros deveriam “alimentar-se” a cultura europeia e imitá-la. II. ( ) O quadro “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, é símbolo do Movimento Antropofágico porque se refere a incorporar (devorar) criticamente a cultura estrangeira. III. ( ) A expressão “tupy or not tupy, that is the question” é uma paródia da frase de Shakespeare “To be, or not to be, that is the question. [Ser ou não ser, eis a questão.]”. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
a.F, V, V.
b.F, F, V.
c.V, V, F.
d.V, F, F.
e.V, F, V.

Pergunta 3

  1. Leia um trecho do “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, de Oswald de Andrade. “O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional. Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época […] O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica. A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna”. ANDRADE, O. de. Manifesto da Poesia Pau-Brasil. In: ANDRADE, O. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970. p. 63. Com base nesses aspectos, assinale a alternativa que descreve corretamente os objetivos do manifesto.
a.A crítica à falta de tempo que a literatura nacional tem para a erudição.
b.A crítica ao academicismo e a busca por uma identidade literária nacional.
c.A necessidade de adesão acadêmica dos escritores para melhorar a qualidade.
d.Ser regional e puro em sua época era um problema que deveria ser evitado.
e.O relógio da Literatura brasileira precisava ser ajustado ao horário europeu.

Pergunta 4

  1. Bosi (2003) discute como este movimento reinventou formas e conteúdos, refletindo as mudanças socioeconômicas do século XX. Também enfatiza a importância dessa transformação para a renovação da literatura no Brasil, destacando determinados aspectos estéticos e temáticos, como marcos fundamentais do Modernismo.

    BOSI, Alfredo. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Duas Cidades/Editora, 2003.

    Nesse contexto, assinale uma alternativa que apresenta as características fundamentais do Modernismo na literatura brasileira, segundo Bosi:



a.Manutenção das tradições literárias clássicas
b.Rejeição das novas formas de expressão
c.Influência direta do romantismo
d.Inovação da linguagem e ruptura com o passado
e.Foco exclusivo na literatura europeia

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